Vou descrever suas características: Belo,todos o admirava . Me lembro quando ele fez sucesso com as meninas na quarta serie. Elas, fizeram um concurso as escondias para saber quem era o mais bonito da sala.Por algum motivo a eleição foi revelada. Ele ganhou com muitos votos de diferença do segundo colocado. Sempre ganhava elogios do mais velhos também.Senhoras diziam que se congelariam para poder beija-lo quando adulto.
Certa época, Zé Toba beija uma menina diferente por dia. Um absurdo, para rapaz um meio introvertido e discreto. Tinha um estilo básico, não usava roupas coloridas e seu corte de cabelo era sempre o mesmo, curto militar. De qualquer forma, as garotas quase pediam para lhe beijar. Ele não achava ruim, beijava até as consideradas feias. Gostava de filosofar com elas. Principalmente quando conseguia levar-las para a cama. Falava sobre a existência do amor, sobre a beleza do interior e lhes acariciava incessantemente. Segundo ele, esse era o segredo para manter aquele grande número de garotas ao seus pés.
Enfim, eu era um rapaz feio, nem tinha despertado meu libido sexual nesses tempos. Me incomodei de veras com a falta de tempo que ele tinha comigo. Só vivia com as mulheres, esqueceu dos seus compromissos. Estava anestesiado, enfeitiçado. Inserido nesse mundo de sucesso com o gênero feminino. Não participava mais dos amistosos contra o pessoal da 13. Ele era nosso camisa 9, o homem-gol . O time estava sentindo a sua falta. Eu como melhor amigo, me vi forçado cobrar a atenção dele com o nosso time.Essa falta de interesse com o futebol, sua indiferença comigo fez com que tivéssemos uma discussão que nos levou a uma briga.
Você tinha que ver a reação dele quando o chamei de maníaco. Nosso astro foi explosivo.Gritava para eu me calara enquanto batia no peito dizendo que fazia o que bem queria.Tivemos uma discussão branda em relação a seu desinteresse com a equipe. Falei que todos se incomodavam com o afastamento dele com o grupo da quadra. Ele não quis me dar ouvidos, e quando apelei lhe soltei aquele insulto, dessa forma entramos na briga. De primeira me deu um empurrão; O zé era maior, a força que usou me levou ao chão. Quando levantei ele estava virando para partir. Eu corri e o agarrei pelo pescoço, mais não resisti muito tempo, logo ele se soltou. Ficamos frente a frente novamente. Começamos com trocas de socos, depois ele começou a usar as pernas. Era uma briga atrapalhada, os murros eram jogados ao ar quase sem direção. Não existia uma briga técnica, só ódio protagonizando uma batalha desorganizada. Mas, pareceu que a raiva do meu querido era maior. Ele conseguiu me acertar no queixo. Perdi a consciência em alguns segundos. Quando dei por mim estava no chão com a vista embaçada com as imagens girando. O zé esperou eu me levantar. Vendo que eu estava bem, saiu e me deixou só.
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