terça-feira, 29 de outubro de 2013

Capitulo 2 : O zé se explicará

Antes, faço um aviso : Vai chegar o momento em que nosso amigo Zé vai ter a oportunidade de fazer sua própria narração.
           Vou descrever suas características: Belo,todos o admirava . Me lembro quando ele fez sucesso com as meninas na quarta serie. Elas, fizeram um concurso as escondias para saber quem era o mais bonito da sala.Por algum motivo a eleição foi revelada. Ele ganhou com muitos votos de diferença do segundo colocado. Sempre ganhava elogios do mais velhos também.Senhoras diziam que se congelariam para poder beija-lo quando adulto. 
           Certa época, Zé Toba beija uma menina diferente por dia. Um absurdo, para rapaz um meio introvertido e discreto. Tinha um estilo básico, não usava roupas coloridas e seu corte de cabelo era sempre o mesmo, curto militar. De qualquer forma, as garotas quase pediam para lhe beijar. Ele não achava ruim, beijava até as consideradas feias. Gostava de filosofar com elas. Principalmente quando conseguia levar-las para a cama. Falava sobre a existência do amor, sobre a beleza do interior e lhes acariciava incessantemente. Segundo ele, esse era o segredo para manter aquele grande número de garotas ao seus pés. 
          Enfim, eu era um rapaz feio, nem tinha despertado meu libido sexual nesses tempos. Me incomodei de veras com a falta de tempo que ele tinha comigo. Só vivia com as mulheres, esqueceu dos seus compromissos. Estava anestesiado, enfeitiçado. Inserido nesse mundo de sucesso com o gênero feminino. Não participava mais dos amistosos contra o pessoal da 13. Ele era nosso camisa 9, o homem-gol . O time estava sentindo a sua falta. Eu como melhor amigo, me vi forçado cobrar a atenção dele com o nosso time.Essa falta de interesse com o futebol, sua indiferença comigo fez com que tivéssemos uma discussão que nos levou a uma briga. 
         Você tinha que ver a reação dele quando o chamei de maníaco. Nosso astro foi explosivo.Gritava para eu me calara enquanto batia no peito dizendo que fazia o que bem queria.Tivemos uma discussão branda em relação a seu desinteresse com a equipe. Falei que todos se incomodavam com o afastamento dele com o grupo da quadra. Ele não quis me dar ouvidos, e quando apelei lhe soltei aquele insulto, dessa forma entramos na briga. De primeira me deu um empurrão; O zé era maior, a força que usou me levou ao chão. Quando levantei ele estava virando para partir. Eu corri e o agarrei pelo pescoço, mais não resisti muito tempo, logo ele se soltou. Ficamos frente a frente novamente. Começamos com trocas de socos, depois ele começou a usar as pernas. Era uma briga atrapalhada, os murros eram jogados ao ar quase sem direção. Não existia uma briga técnica, só ódio protagonizando uma batalha desorganizada. Mas, pareceu que a raiva do meu querido era maior. Ele conseguiu me acertar no queixo. Perdi a consciência em alguns segundos. Quando dei por mim estava no chão com a vista embaçada com as imagens girando. O zé esperou eu me levantar. Vendo que eu estava bem, saiu e me deixou só. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Capitulo 1º : Quando conheci o zé

Meu grande amigo Zé Toba, companheiro desde de criança. O conheci quando pequeno, pela amizade dos nossos pais. Até hoje me lembro do nosso primeiro contato. Confesso que não tive um primeiro julgamento ou impressão. Também era menino de 7 anos a mesma idade dele. Garoto dessa idade não faz julgamento ou se eu o fiz, esqueci. Minha mãe que estava a meu lado, fez a apresentação :
- Esse aí e o zé toba filho do Guga! Vai jogar bola com ele no quintal! - Estávamos em minha casa, recordo que era um casarão, tinha um gramado bem feitinho nos fundos. Esse gramado era muito cuidado pelo meu pai, tinha o tamanho de uma quadra de futsal.Nele, eu jogava golzinho com os colegas da rua, sempre fui habilidoso e o futebol era meu principal entretenimento. Dessa forma, gostei da ideia de minha mãe. Também não iria desobedece-la. Então chamei o zé,acenando com a cabeça :
- Bora lá? - O Zé olhou para os fundos, olhou pra mim parecendo querer dizer algo, mais concordou acenando a cabeça. Chegamos no campo e começou o bate-bola. No principio, tocávamos a bola um para o outro sem nenhuma conversa. Depois, fiquei inquieto com a monotonia e lhe propus um desafio :
- Vamô jogar contra , nos golzinhos? - As travinhas estavam distantes, ele pensou mais um pouco e comentou:
 - Tem que diminuir o espaço do campo, né?! - Daí respondi sem titubear:
- Claro, vamos até 10 gols beleza ?
- Tá valendo, eu sou o Garrincha do Botafogo.
- Sou o Zico , do Flamengo!
Não tinha importância essa rivalidade, nem fizemos cara de asco ou comentários após isso. O jogo começou com todas as regras esclarecidas. Eu jogava com mais sabedoria, tinha mais conhecimento de campo e fintas. Em pouco tempo eu ganhava de lavada. Mas, antes da minha vitoria, ele melhorou surpreendentemente. Fez uns golaços, que ficaram gravados. Um desses, ele me deu duas canetas seguidas antes de marcar.O outro não sei como, me laçou um chapéu e chutou de primeira.
      Depois do jogo, conversamos sobre os grandes craques, motivo da escolha dos times. Lembro pouco dessa conversa, mas, a partir desse dia começamos a nos ver mais vezes. O motivo foi que ele virou nosso vizinho.O Guga, amigo de meus pais matriculou o Zé na mesma escola onde eu estudava. Viramos companheiros de classe e de time na escola.Nos tornamos amigos de carne e unha.Depois de vários anos, tive algumas conclusões dele: tomava poucas decisões na vida.Isso refletia no seu futebol.Pensava muito antes de agir, antes de tomar alguma conclusão ele parava por completo.

Préfacio

Começa aqui a historia de uma novela. Mes amis, é o inicio e fim de uma era.Um conto, um filme de um astro. No seu último milênio, após 90 de existência. Essa estrela passa pela sua última metamorfose. Após ter alcançado a sabedoria máxima do seu ser.Tendo pois, a noção que está próximo o fim de seu ciclo sem volta. A luz das nossas alegrias, o nosso amigo fiel, diversão nos momentos de ócio com seu sorriso contagiante : Zé Toba, fará a narração de sua alma, deixando para seus companheiros e companheiras sua marca na historia.Sua pretensão,antes de sumir na eternidade - como uma explosão estrelar - é deixar claro o motivo de todas as suas atitudes. Junto com isso, uma lembrança para as pessoas que o acompanhava. Aproveitem leitores, pois um espirito secular vai abrir a porta de seu mundo. Lhes confesso: é controverso, intrigante e até melancólico.